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 | » 2010-03-14 Decorreu em Braga a 1ª Acção Nacional de Formação Andebol em Cadeira de Rodas ACR veio para ficar
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Em campo somos todos iguais. A magia pode vir de qualquer um!
É com este slogan que a Federação de Andebol de Portugal (FAP) está a promover o fomento do andebol em cadeira de rodas, designado de: ANDEB4L ALL, Andebol em Cadeira de Rodas (ACR).
A apresentação deste projecto decorreu em Portimão, no passado mês de Janeiro e a 1ª Acção Nacional de Formação de ACR decorreu em Braga, na Universidade do Minho, em duas sessões, que no seu conjunto, envolveram perto de uma centena de participantes.
No mundo, mais de 500 milhões, em Portugal mais de 120.000 homens, mulheres e crianças sofrem de alguma limitação mental, física, ou sensorial, o que faz das pessoas deficientes uma das maiores minorias no mundo e naturalmente também em Portugal. Atento, e porque o mundo não é monolítico, o andebol quer dar corpo a um projecto inovador, no que diz respeito à área do Desporto Adaptado. Queremos contribuir para romper com aquilo a que os responsáveis por esta área tão sensível apelidam de “crise silenciosa”, que afecta, não só as pessoas com deficiência e as suas famílias, mas também o desenvolvimento económico e social de sociedades inteiras. Isto, porque as pessoas com deficiência possuem uma enorme reserva de talento e energia que deve ser utilizada. Cabe às instituições, que têm responsabilidades acrescidas, potenciar toda esta mais valia, criando, simultaneamente, condições para a inclusão social dos cidadãos portadores de deficiência.
Mas este projecto não imerge por acaso: existe hoje a consciência de que a prática desportiva, por parte das pessoas com deficiência, tem assumido um carácter de relevo, uma vez que se lhe reconhece o seu papel fundamental na prevenção, reabilitação, sociabilização e integração. É ainda muito útil no processo de inclusão social, pois permite à pessoa com deficiência reabilitar-se nos domínios motor, cognitivo, afectivo – social e psicológico.
Perante esta constatação, o andebol não poderia continuar indiferente, daí a razão porque estamos a dar corpo a um projecto a nível nacional, incluído no nosso plano de actividades, que, consideradas as especificidades das pessoas com deficiência, procura contribuir de forma a tornar a nossa sociedade inclusiva, não discriminadora, cortando os laços ao isolamento e humilhação de milhares de cidadãos.
E, naturalmente, nós queremos dar este nosso contributo através do que melhor sabemos e podemos fazer: o desporto. Para isso, procuramos “quebrar”, objectivamente, com algumas das limitações provocadas pela prática desportiva de pessoas portadoras de deficiência, criando condições para a adaptação do meio às pessoas e não das pessoas ao meio.
Jogar andebol em cadeiras de rodas não é complicado. As regras do ACR são muito semelhantes às do andebol tradicional. São feitas apenas algumas modificações que levam em consideração a cadeira de rodas, a mecânica da sua locomoção e a necessidade de se jogar sentado. Como no andebol tradicional, são sete jogadores em cada um das equipas, disputando o jogo com dois períodos de 30 minutos cada.
Podem praticar o andebol em cadeiras de rodas pessoas com deficiência física, nomeadamente, comprometimento de membros inferiores, lesão medular, amputação, sequela de poliomielite e outras disfunções que o impeçam de correr, saltar e pular como um indivíduo sem lesões.
A Acção de Formação em Braga deixou índices muito positivos, e, face ao entusiasmo demonstrado nas duas acções, estamos cientes que a em breve, com o apoio das entidades competentes, vamos assistir, no nosso distrito, ao início da prática de andebol no vertente ACR.